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Chichas

Porcarias que encontro por aí

Porcarias que encontro por aí

Chichas

09
Fev09

Requalificação urbana

Pedro Chichorro

 Já começaram as obras de desmantelamento e reconstrução do monumento das invasões francesas que se encontra no meio da rotunda da Boavista (Praça Mouzinho de Albuquerque). O espaço vai ser requalificado e ser-lhe-à dada uma nova utilidade passando a albergar o novo salão de chá desenhado por Siza Vieira.

Eu não sei o que achar sobre isto, são muitos anos a ver o leão a dominar a águia naquele sítio. Não me parece bem que mudem o sítio para a alameda ao lado do Estádio do Dragão. É capaz de confundir os adeptos.

Ao menos vai ser reconstruído, não vão fazer como o Palácio de Cristal original que nunca mais existiu.

 

Este post é, obviamente, tanga! Mas já enganei um e vim experimentar aqui.

 

 

 

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28
Jan09

Pedro, daqui não se vê a tua casa

Pedro Chichorro

 Estou farto deste tempo. Este Inverno saiu-nos melhor que a encomenda, intercala molhas diluvianas com nevoeiros cerrados que chegam a durar vários dias e molham os recantos onde a chuva não chega.

Estamos fartos de apanhar nevoeiro, ou, como alguns dizem: "no boeiro".

Nem consigo mostrar aqui a evolução das grandiosas obras do viaduto fantasma Franco-ramaldense, ó:

 

Estamos fartos de apanhar no boeiro, isto assim não é vida.
 

 

 

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27
Out08

A escultura viva

Pedro Chichorro

 Via José Pedro e Tiago Ribeiro, posto aqui um vídeo sobre a escultura instalada ali perto do edifício transparente e que portuenses e matosinhenses chamam carinhosamente de anémona.

Ao contrário de outras obras mais desprezíveis, a ausência de polémicas em redor desta obra (no resto do país nem sabem da sua existência) só mostra que foi bem aceite e integrada na paisagem daquela zona.

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30
Set08

Post melancólico, ou voyeur nasal

Pedro Chichorro

 Gosto muito de andar a pé por cidades e adoro fazê-lo no Porto pelas sensações que proporciona.
Como é característico na invicta, as pessoas falam e agem na rua sem medo e as coisas mais inacreditáveis acontecem à nossa frente. Num dia bonito como hoje, numa altura do ano em que a cidade fervilha com as baterias carregadas e ainda sem a carga negativa da chuva e do Natal, passear por aí é um banquete aos sentidos. Ao ponto de tirar os fones e reservar o leitor de MP3 para quando voltar de metro.

Houve um sentido que me foi especialmente estimulado desde Ramalde passado pelo Carvalhido, Oliveira Monteiro, Cedofeita e Praça de Parada Leitão: o odor.

 As ruas estreitas e as casas antigas com quintal fizeram com que eu fosse com as narinas atentas ao que vinha do meu lado.
Quem nunca sentiu o cheiro dos quintais atrás do granito ou as lojas ancestrais que vendem fruta ou mercearias? As casas antigas com aromas de estrugidos, guisados, sopas e fritos.O moderno supermercado soltando odores de caixas de cartão e detergentes para a roupa. O cheiro alegre dos cabeleireiros, os restos ancestrais de vinho no chão das tascas, as prateleiras desinfectadas de farmácias e consultórios. O pinho de um soalho acabado de instalar ou do cimento  fresco de uma obra. Ou uma simples viela de pedra carregada de musgo que de repente nos refresca com uma corrente de ar frio do campo.

Há um cheiro que supera todos, quando o sinto o mundo pára. A janela aberta da casa de uma velhinha a cheirar a isso mesmo: casa de velhinha. Um cheiro impossível de fazer em laboratório. São precisos muitos anos para se conseguir um cheiro assim. A loucinhas e rendinhas, lixívia e cera Gloco. Revistas de bordados, jornais, naftalina. Medicamentos e canalizações antigas. Sei lá, são milhares de nuances num só cheiro tão melancólico que me levou a escrever isto.
Amanhã pela mesma hora regresso.

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12
Set08

Baixa do Porto

Pedro Chichorro

A cidade do Porto, apesar de tudo, está a evoluír. Algumas coisas ainda estão no terceiro mundo (tirem as cadeias de fast food da merda dos shoppings, já que vou comer porcaria que o faça num sítio que não o seja) É natural que algumas dores se sintam. A lei do tabaco veio trazer fumadores e não fumadores para as ruas e as pessoas... gostaram. No início do ano alguns cafés e bares meteram uma mesinha cá fora com um guarda-sol e um cinzeiro para os fumadores. Aconteceu tudo ao contrário: veio toda a gente cá para fora e ficou o não fumador lá dentro a tomar conta dos casacos. Sim, no inverno já acontecia.
Antes a baixa estava deserta e era perigosa, agora tem gente e é ruidosa. Claro que há sempre alguém que se queixa. Por mim,  crime por crime, opto pelo ruído.

 

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09
Set08

DJ reentré

Pedro Chichorro

No Café Lusitano - Porto - Terça-feira dia 16 de Setembro das 22 às 02.


Tal como tem sido habitual neste meu périplo por locais de requinte, sofisticação e até polémica, os sons roçarão as covers, os sons calmos, mais ou menos clássicos, mais ou menos easy-jazzo-retro-exóticos.
Terça-feira é, para a maioria, um dia com pouco espaço para a noite, mas um cafézinho fora de casa sabe sempre bem.
No dia 29 27 vergarei a mola em Arraiolos, mas serão outras danças para onde não há bilhetes.

 

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03
Set08

Evolução da coisa

Pedro Chichorro

 Cá vos mostro as novas imagens da obra do século: a conclusão do viaduto fantasma da Prelada. Esse mesmo sobre o qual foi feito, em 2001, um "jantar barroco". 


As últimas hortaliças.
 

As belas fundações, tão compactas, tão firmes.

A rampa acima permitirá os senhores automobilistas e peões acederem mais facilmente ao tabuleiro.



Um dos trabalhadores da obra, decerto embriagado,  decidiu escavar aquilo que demorou meses a conseguir. As autioridades já foram notificadas por mim.


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17
Ago08

Se o público não vai ao palco...

Pedro Chichorro

Ninguém vai a concertos aqui, a menos que venha alguém do mercosul ou se trate de um festival de verão.
Os músicos da casa não têm público, excepto talvez o Rui Veloso e os Xutos. Ah! o Tony Carreira e aqui há atrasado descobriram o José Cid. Os outros tocam em eventos e bares espalhados por aí. O público são os amigos e/ou outros músicos, o que é um mau público:

Sábado, 16 de Agosto de 2008 - Hot5 - Porto


Quer-se dizer, um gajo paga 5 euros de bilhete para ver um concerto e fica cá fora na conversa e a comer chouriço assado? Tudo cá fora a curtir a amena noite de Verão portuense e a banda fica lá dentro a tocar no calor dos projectores? É ofensivo, os artistas estão ali pela música e não só pelo dinheiro.
Venham para dentro.


 

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