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Chichas

Porcarias que encontro por aí

Porcarias que encontro por aí

Chichas

19
Mar08

Obrigado TVI

Pedro Chichorro

Sento-me numa mesinha do Fernando dos Leitões, no cruzamento da R. de Cedofeita com Álvares Cabral. Ou será Sacadura Cabral? Acho que se juntam ali as três com a Figueirôa.
Na TV do estabelecimento, enquanto espero pelo meu naco de leitão à Bairrada passam as notícias da TVI. Alerta laranja para cá e para lá e imagens de tempestades. Deve ser num país qualquer distante, no Porto estão 17 graus, um sol branquíssimo e uma brisa que me permitiu ir a pé de casa sem ficar a suar em bica.

A menina traz-me um pratinho de salada e um recipientezinho com o molho de pimenta que irá ser absorvido pela carne fibrosa do animal. Desta vez pedi "carninha" em vez de costelinhas.

A expressão "Alerta laranja" mantém-se na TV e olhando pela montra, semicerrando os meus olhos sensíveis à claridade observo um autocarro turístico com o piso de cima cheio de pessoas armadas de bonés e máquinas fotográficas. Temos sorte com o nosso clima... está um dia perfeito de Março e o leitãozinho já olha para mim ao fundo do balcão.

Saladinha, molhinho, batata frita de pacote, um pão da Mealhada e uma Coca-Cola light que é o mais parecido com espumante tinto e é mais adequado ao espírito deste dia de Primavera.

Alerta laranja e um porquinho de corpo dourado, qual Rita Salema, o seu lombo assado é mais que um poema. É a coisa mais linda... que eu vi passar. Este não era para mim, mas já espreita ali outro prato e aquele sim é meu.

Ao ser pousado à minha frente fez-se luz, ainda mais do que a que entrava pela montra. O pedaço de carne e pele estaladiça vinha acompanhado com meia rodela de laranja. Não aprecio porque tem um sabor muito intenso, mas não valia a pena tanta atenção por parte da TVI. Encostei a rodela, rasguei o pão ao meio e brindei mentalmente à Primavera molhando-o no molho escuro.

 

 

 

 

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06
Fev08

Já tratava da saúde a uma Francesinha..

Pedro Chichorro

Todos sabemos que depois de um dia (ou noite) de abusos etílicos não podemos saltar imediatamente para um registo saudável. Assim, aquilo que melhor sabe no dia seguinte é muita coca cola e junk food.
Para uns, o Domingo é dia de comer assado. Para mim a pizza é um assado e a Francesinha também vai a gratinar antes do quente e saboroso baptismo.

 

Quem acha que a francesinha é um Croque Monsieur deve pensar que cachaça é água. E cachaça não é água não. Croque Monsieur é uma simples tosta mista coberta de queijo derretido. Croque Madame é a mesma pobreza de quem não tem ingredientes para mais, com um ovo estrelado em cima.
A francesinha é algo de sublime, desde o molho à escolha das carnes.  Pessoalmente dispenso a linguiça, mas a salsicha fresca e o bifinho faz  descer em nós o espírito de um frade como aquele da Sopa da Pedra na sua versão António Assunção.

 

Com o ovo em cima, acompanhada ou não de batatas fritas, com a bem humorada gamba coberta pelo queijo; a melhor francesinha leva um bife do tipo prego e não a irritante carne assada. Quero lá saber se foram inventadas na Regaleira e que lá são com carne assada, ninguém que corta carne assada com aquela grossura merece ter o destaque que ainda tem na comunicação social.  Só tem na comunicação social, já que não conheço ninguem que lá vá pela francesinha. Tudo o resto é válido mas não me interessa agora.

 

O que é certo é que o discreto Café Santiago está sempre à pinha com as suas deliciosas Francesinhas com um molho feito diariamente que, diz quem sofre disso, não ataca orgãos nem esfíncteres mais sensíveis.

O Capa Negra não desilude por ser mais industrial e é quem dá de alimento fora-de-horas aos portuenses todos os domingos. Consta que há um sítio na zona industrial (À Cunha?) que, por serem gigantes, serve meias francesinhas e nos Poveiros, a pizzaria S. Martino inventou uma versão mais atomatada e com massa de pizza em vez de pão de forma. Usam salsichas de lata, o que poderia ser visto como um crime grave, mas como não é uma Francesinha, não sou eu que vou criticar a versão italiana.

Este post não serve para acrescentar informação sobre as Francesinhas, já muito se disse sobre elas e muito bem. Isto serve apenas para me esquecer de como estou a salivar por uma, mas funcionou ao contrário.


A esta hora já não posso mandar vir uma da Casa Papagaio, que entregam ao domicílio (Tel: 222084855) e chegam com as batatas fritas num saco de papel, todas moles, molhadas e coladas. Ainda assim são melhores e mais baratas do que uma outra empresa dita especializada que me fez esperar horas por uma porcaria intragável com molho amargo. Não sei o nome porque o panfleto foi para o ecoponto e a esta hora já deve ser caixa de ovos.
Se alguém quiser sugerir um sítio bom ou de evitar use os comentários que eu agradeço.

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