Chichas apresenta-vos, Nino Guitar:
Obrigado internet. Obrigado.
Mas não há bela sem senão. O Nino Guitar a fazer francesinhas já não me convence:
Na véspera da véspera, a Festa da União Desportiva Inexplicável.
Lá estaremos!
Não se pode ser governado por um Steps Rabbit e ter como presidente um Splinter Bramble. Só falta mudar o hino para algo assim:
Fui cozer castanhas. umas gordas e boas que comprei há dias. Fiz um corte a toda a volta de cada uma delas para sair a casca dura e cozi-as com sal por 35 minutos.
Tirei-lhes a pele e desfizeram-se todas. Achei que podia fazer algo com elas que cheiravam muito bem. Pesei as ditas e deu 150 gramas. Peguei no resto de açúcar que tinha no saco e pesava 100 gramas. Serve. Deixei ferver o açúcar coberto de água até começar as deitar umas bolhas mais pastosas. Enquanto isto acontecia esmaguei toscamente as castanhas. Não ficaram bem emagadas pelo que virei o esfarelado para cima da calda de açúcar e dei-lhes com a varinha mágica. Ficou uma pasta castanha. Deixei ferver um pouco enquanto mexia.
Desliguei o lume, fui lavar alguma louça e tirar os peitos de frango do congelador para o frigorifico. Vi os ovos.
Peguei em dois ovos e separei as gemas, deixei que a calda de castanha arrefecesse um pouco mais e misturei tudo. Voltei a acender o lume apenas para dar uma fervidela e despejei para uma taça.
Delicioso.
Hoje comprei uma cafeteira naquela drogaria ao lado da Casa da Música, no fim da Rua 5 de Outubro.
Vende desde skates a gaiolas para grilos.
O senhor estendeu-me uma mão cheia de objectos e disse que podia escolher um brinde. Entre um porta-chaves, um X-acto e um corta-unhas optei por este último. Take that grandes superfícies!
Agora somos criticados, mas no futuro o mundo irá agradecer a sonoridade ó-maria-trás-cá-a-escada que os políticos portugueses ofereceram à língua inglesa.
Depois de resolvidos os assuntos mais urgentes na Europa, alguém terá que explicar aos italianos que peperoni é mais nome de pimento do que de enchido.
As pessoas queixam-se com muita facilidade. Ou porque têm muito trabalho, ou porque não têm, ou são as contas ou os miudos.
As pessoas sabem lá o que sofrem os outros, as suas dificuldades, os seus difíceis desafios na vida.
Por exemplo: como se consegue abrir um supermercado numa urbanização com dezenas de milhar de pessoas sem ninguém dar conta e manter-se assim incógnito durante mais de um mês? Pelos vistos consegue-se. Com muita dificuldade mas consegue-se.
É de louvar o esforço. Os senhores da SPAR conseguiram manter-se escondidos atrás da farmácia durante muito tempo. Infelizmente para eles alguém no trabalho entre um café e uma recarga de água me deu a informação secreta e hoje fui ver se era mesmo verdade.
Estavam lá seis pessoas a contar comigo e um cliente a contar comigo. É um começo. Vamos ocupar o SPAR.
O pessoal quer números de telemóvel fáceis de memorizar e depois dá asneira:
- Diz aí o teu número
- nove um sete sete sete sete quatro dois dois
- nove um... sete sete sete quantos setes?
- não! nove um quatro setes quatro dois dois
- nove um quatro setes? Há bocado não eram três?
- vou repetir: nove um sete sete sete sete quatro dois dois
- nove um um dois três quatro setes quatro dois... bem dois dois é mesmo dois dois, né?
- dois dois e dois dois é a mesma coisa
- pronto, ficou nove um quatro setes, um quatro e dois dois
- um quatro?
- sim, não é um quatro?
- mas meteste mesmo um quatro?
- claro
- mas não é um e quatro, é só um quatro
- sim, olha, só está aqui um quatro
- ok, manda um toque que é mais fácil para eu guardar o teu
Nunca ouvi falar de nenhum povo no mundo que não use alho na sua gastronomia. Deve ser o alimento mais popular do mundo, mas só os portugueses têm uma relação de amor possessivo com ele.
Todos os portugueses de idade adulta adoram alho mas acham que gostam mais do que o outro português ao lado. Discutem o quão gostam de alho e ficam meio amuados se desconfiarem que alguém gosta ainda mais do que eles. Não ficam nada, simplesmente ignoram e não acreditam. Não existe um medidor nem uma tabela.
Querem iniciar uma curta mas apaixonada discussão num qualquer ponto do nosso país de norte a sul, dos Açores à Madeira? Digam algo como:
"Adoro alho, uso-o em tudo, até no _______" (dizer algo onde é óbvio que fique bem mas não demasiado óbvio tipo lombo assado ou bacalhau, experimentem sopa ou arroz).
- Adoro alho, uso-o em tudo, até na sopa!
- Claro! Eu ponho sempre alho na sopa! Adoro alho!
- Eu ponho imenso alho, as pessoas até se queixam que ponho alho a mais (ninguém - adulto - se queixa, quem cozinhou é que imagina em silêncio que os outros estão admirados com a quantidade de alho que usou e acha que não gostam assim com tanto alho)
Como toda agente que ler isto vai sentir a carapuça a servir, acrescento que isto não é uma crítica, é apenas uma observação. Somos todos assim e eu é que desisti de dizer que gosto de alho.
Por acaso gosto muito. Meti imenso agora no jantar e acrescentei ainda daquele em pó.
Reparei que fico irritadiço não só quando tenho fome ou sono mas também quando tomo cafés demais. Obrigado Benedita.
Reparei também que nunca escrevi o nome Vítor Gaspar na minha vida.
Já está escrito - confirmar na linha acima ou conferir caso já tenham sido devidamente abrasileirados. Espero não ter motivos para escrever Vítor Gaspar muitas vezes. Só neste post já vão quatro e nem me esforcei para escrever Vítor Gaspar.
Deixa cá ver mais coisas que me tenham ocorrido nestes últimos dias... eu sei que me lembrei de umas coisas brilhantes que poderiam mudar a nossa vida individual e colectivamente. Bem, varreu-se-me. Se entretanto me lembrar de alguma coisa apito.
PS: Ainda não tinha lido o horóscopo de hoje:
28 de Outubro de 2011
A Lua em Conjunção com Mercúrio traz tendência para a má disposição, o que pode vir a tornar confusos os seus pensamentos racionais e práticos.
Pronto, então não foi o excesso de café.
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Psicopata |
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Psico Pata |
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Bibá Pita |
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Ó, estou triste. Tinha descoberto as francesinhas do Café Embaixador, ali entre os Aliados e o Sá da Bandeira. Boas, baratas e assim. Gostei bastante e até traí o café Santiago. Mas vou regressar ao Santiago e eis porquê:
Já se sabe que quando vamos a um sítio sozinho e gostamos, voltamos e gostamos, voltamos mais vezes e gostamos, no dia em que convencemos alguém a nos acompanhar a coisa corre mal.
Ontem fui ao Embaixador e pedi uma francesinha, a Rosinha também. Não me ocorreu que nos fossem servir uma tal de "Francesinha de Promoção" que estava nos pratos do dia. Simplesmente pedi uma francesinha e esperava que viesse a do costume. Mas não.
Os senhores do Embaixador deixaram queimar o molho e tinha um travo desagradável e amargo e, em vez de deitá-lo para a retrete e fazer outro resolveram servir aquele com desconto. Não se faz e não imagino o Café Santiago fazer uma idiotice dessas. Ficaram mal na fotografia, senhores do Café Embaixador.
Podia ter reclamado in loco, mas estavam muito atarefados a fechar o estabelecimento e a varrer o chão às dez horas de uma sexta feira. Pagámos com desconto e chau.
É uma pena.
Na confeitaria:
- Queria levar uma empada e um Bongo.
- Que sabor?
- Vitela
- E o Bongo?
- Sabor a Bongo.
O senhor riu-se muito, mas quem é que pede um Bongo de laranja ou ananás? Se quer sumo de ananás pede um sumo de ananás, certo? Não vai pedir uma festa de 8 frutos com boost de ananás.
É como pedir uma pizza 4 estações de fiambre, ou uma salada de frutas de banana ou um bacalhau com todos de batata.
Fico nervoso com estas coisas e apettece-me dizer asneiras.
Alberto João Jardim. Pronto.
Mais uma daquelas coisas que não se segura nos Facebooks e salta para o oceano.
Passados quase trinta anos fiz as pazes com o Indie Nelson. O Jonny Cash também fez versões antes de morrer e correram muito bem.
Dá-lhe Índio Nelso!
Vejam isto:
1 de Setembro.
Faz um ano que morreu o Figuinho.
Partiu um antigo colega de escola.
O Porto parou para ver o céu mais vermelho e o arco-íris mais forte de que há memória.
Fica um vídeo antinguinho para voces todos:
Sim, já que ninguém conseguiu ajudar realmente o pobre José Fernando Cosme com a sua questão acerca da gordura da canja, fui eu mesmo procurar uma solução para o homem. Tudo eu. Está aqui o que se pretende.
The Village from Pedro Sousa | visuals on Vimeo.
"Caro Chichas, antes de mais parabéns pelo Blog. O que me leva a enviar-lhe este mail é que gosto de cozinhar, faço umas brincadeiras mas tenho algumas dúvidas culinárias que ninguém me consegue ajudar. Algumas pessoas indicaram-me este blog porque dizem que consegue tirar dúvidas de tudo desde astrofísica a biologia ou moda e agricultura. Duvidei mas depois de visitar o site tive a certeza que aqui teria ajuda.
A minha questão: quando faço canja, depois de cozer a carne fico com aquela gordura toda a boiar, eu tento tirar alguma com a concha da sopa mas acho que não funciona bem e vem sempre muita água no meio. Há alguma forma mais eficaz de tirar esta gordura?
Obrigado por tudo e abraços
José Fernando Cosme"
Caro José Fernando, Obrigado pelo seu simpático email mas infelizmente a sua dúvida não é sobre astrofísica ou agricultura. Aguarde que apareçam comentários a este post, talvez o nosso especialista nessa área, o Sousa Ramos ou a canjeira Cunha Santos digam algo.
Hoje fui ali à rua e aconteceu-me uma daquelas aventuras que ninguém acredita.
Vinha eu do supermercado carregado de sacos quando, não sei como, ia atrás de uma senhora à mesma velocidade que eu, a um metro de distância na mesma direcção.
Foi uma situação constrangedora para ambos. Eu ali tão perto dela e a senhora a olhar pelo canto do olho para a minha sombra também ela cheia de sacos.
O que fazer? Continuar naquela familiaridade forçada? Abrandar para manter uma distância higiénica e ficar ali a andar devagarinho sem nunca mais chegar? Ou acelerar e ultrapassar a senhora tão lentamente que iríamos ficar lado-a-lado durante longos segundos e piorar tudo?
Arrisquei, segui o instinto e enchi-me de coragem. Comecei a andar mais depressa e aí aconteceu algo que contado até parece tanga.
A senhora percebeu a minha intenção e ao sentir-me a aproximar abrandou o passo. Isto permitiu desatarmos aquele nós com muito mais rapidez e nem tivemos que combinar nada. Depois de ir eu à frente, os sacos até pareceram mais leves e o mundo melhorou ligeiramente.
Da mesma forma que há gente a estudar as formigas e como elas se organizam, também deve haver alguém gigante que assistiu a isto e vai publicar numa revista científica gigante.

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