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Chichas

Porcarias que encontro por aí

Porcarias que encontro por aí

Chichas

17
Jan11

Aqui que ninguém nos ouve

Pedro Chichorro

Conheço uma babe que passa horas em lojas. De decoração e mobiliário de preferência. Về tudo, volta lá várias vezes e não compra nada, deixando em desespero doloroso qualquer companhia masculina.
Durante os primeiros dias achei que ela já estaria a ser seguida por câmaras de vigilância porque afinal andar ali a cirandar tantas vezes e não comprar uma vela que seja, só podia andar a roubar. Depois reparei que todos os clientes eram mulheres e faziam precisamente o mesmo que ela.
Comentei-lhe baixinho e levei um enfardamento de criar bicho.
Ficou-me marcado ao ponto de, noutra vez, cometer o erro de a acompanhar a essa loucura chamada Ikea que mete as casas do pessoal todas com os mesmos candeeiros e prateleiras. O pó das madeiras ou whatever provocou-me algo que me desligou os brônquios e não entrava uma molécula de oxigénio nesta tubagenzinha de ai Jesus.
Aguentei firme e não disse nada durante umas horas. (Na última vez que a tinha acompanhado e disse que já chegava, saiu tão furiosa que bateu com as portas automáticas de vidro atrás dela. Nunca tinha visto nada assim.) Quando já me sentia roxo e a ver areia, pedi desculpa e supliquei, apesar do risco, para irmos embora porque me estava a sentir mal. Foi horrível e claro que ouvi o que os cães não gostam, mas depois no hospital de Santo António com uma pulseirinha ela percebeu que eu talvez estivesse a falar a sério.
Entrei no hospital e tentei, sem ar sequer para falar, explicar na triagem que estava sem ar sequer para falar. Perceberam e sentaram-me à espera.
A dama aproveitou "já agora" para ver o que se passava com o olho que até estava um bocado vermelho. Foi atendida e eu, depois de três horas no meio de velhinhos a esticar o pernil, achei que afinal estava óptimo e vim pra casa.
Agora o máximo de compras que faço com ela é tabaco e supermercado porque está de dieta.

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