Quarta-feira, 1 de Setembro de 2010
Seis anos e três meses depois

E de repente uma data fica marcada na vida de uma pessoa.
Não sei se devia escrever isto ainda com tudo tão fresco mas estou com a cabeça numa confusão.
Primeiro por ter sido tudo tão rápido. Por não ser como imaginava. Porque foi antes do tempo. Porque fica sempre a dúvida.
Na eutanásia humana é o próprio doente que a pede e não sofre depois com essa decisão.
Mandar matar o nosso melhor amigo é desumano e se há alguém capaz de fazer uma coisa dessas, eu não sou de certeza.
E fui.
Pesa muito muito.

 



por Pedro Chichorro às 15:26
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7 comentários:
De jonasnuts a 1 de Setembro de 2010 às 16:35
Já passei por aí.
Há 15 anos (mais coisa menos coisa).

Ainda hoje escrevo a quente sobre o tema.

Não fica mais fácil com o passar do tempo.

Um beijo.


De Tito de Morais a 1 de Setembro de 2010 às 17:12
Pedro,
Passei pelo mesmo com a Cookie. Também pensei não ser capaz. E tive de o ir fazer sozinho. Custou-me como tudo. Chorei que nem uma madalena. Mas ainda hoje não me arrependo.
A mossa fica, mas vai sendo atenuada com o tempo. Ficam as recordações dos bons tempos.
Um abração!
Tito


De Ze a 1 de Setembro de 2010 às 17:24
Sinto muito Pedro. Tenho ainda muito recentemente a partida da minha amiga em circunstâncias muito semelhantes. Custa muito, porém a decisão mais humana quanto a mim é não manter o sofrimento inglório por egoísmo. Fica sempre muita saudade, mas prefiro um adeus digno.


De pedrocs a 3 de Setembro de 2010 às 13:51
Um abraço e mais nada.

(ok, mais isto: nunca te esqueças nem duvides que tomaste a decisão certa).


De Qiqo a 12 de Setembro de 2010 às 01:56
Triste :(


De Jorge Marques a 27 de Setembro de 2010 às 12:19
Dia 26 de Julho tb tive que tomar essa decisão como o meu Dobermann Wolf. Ui se custa, enquanto a Dra. lhe estava a dar o Valium intra-venoso já eu quase n conseguia falar. A minha voz começou a tremer, os olhos começaram a tremer, a minha respiração teve que ser bastante mais espaçada e prolongada enquanto lhe dizia como queria que as coisas fossem feitas. Passei o dia todo mas mesmo todo a chorar, no mês seguinte morreu-me o meu avô e nem uma lágrima verti. A Dra. disse-me uma coisa que me marcou e tb a ti te deveria de marcar. À luz da ciência veterinária e humana, acabar com o sofrimento de um animal ou humano equivale um acto de amor e não de traicção. Durante este dia 26 de Julho senti-me traidor o dia td, mas n fui, ele ao menos assim morreu com dignidade, sossegado, junto ao seu Pai... existirá melhor fim que esse? Tomara mtos humanos
Força Pedro com o tempo irás ultrapassar esta fase


De Pedro Chichorro a 27 de Setembro de 2010 às 14:37
Obrigado Jorge, ainda sinto muito a falta dele, mas já não o vejo em todo o lado e já ultrapassei a tristeza.


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