Quarta-feira, 30 de Janeiro de 2008
Discurso de Charlie Chaplin

Como alguém comentou: "Se passares uma carreira no silêncio, quando finalmente falares terá que ser épico".

Este é um discurso admirável e muito actual de Charlie Chaplin:




Terça-feira, 29 de Janeiro de 2008
Como salvar o mundo estando quieto

Em 1983 Stanislav Petrov , um militar da ex-União Soviética, detinha um posto importante. Como Tenente Coronel, ele era encarregado de monitorizar os satélites soviéticos que sobrevoavam os EUA, detectando algum sinal de acções militares não autorizadas.

 

Era o tempo da guerra fria e as suspeitas eram altas. No dia 1 de Setembro a União Soviética tinha abatido por engano um avião coreano que pensaram ser militar, matando 269 civis, entre eles um congressista americano. Os soviéticos achavam que os americanos podiam despoletar um ataque de mísseis a qualquer momento e eles seriam obrigados a responder com o seu arsenal nuclear.

 

Várias semanas após do acidente com o avião coreano, no dia 23 de Setembro, outro oficial ficou doente e então Petrov foi obrigado a ficar de serviço num duplo turno num bunker secreto, monitorizando a actividade dos satélites quando "de repente  o ecrã à minha frente ficou vermelho vivo. Um alarme disparou. Era ensurdecedor, suficientemente alto para levantar um homem da sepultura."

 

De acordo com o sistema, os americanos tinham lançado cinco mísseis, que se aproximavam rapidamente da União Soviética. A Rússia estava a ser atacada.
Tudo que Petrov tinha que fazer era premir o botão vermelho que piscava à sua frente na secretária e os soviéticos retaliariam com a sua bateria de mísseis, despoletando uma guerra nuclear de enorme escala.

 

"Durante 15 segundos estivemos num estado de choque. Precisávamos de perceber, e agora?"

 

Apesar do ambiente caótico dentro do bunker, Petrov , que tinha formação científica, levou algum tempo para analisar a situação cuidadosamente antes de tomar uma decisão. Ele percebeu que se os americanos de facto tinham atacado, certamente não iriam lançar uns mero cinco mísseis de uma vez. E quando verificou os radares colocados no solo não encontrou nenhuma evidência de mísseis a chegar.

 

Ele continuava sem saber ao certo o que se estava a passar, mas "eu tinha uma  sensação esquisita cá dentro. Eu não queria cometer um erro. Tomei uma decisão e foi essa."
Felizmente ele decidiu não carregar no botão. Mais tarde verificou-se que os seus instintos estavam certos: o sistema tinha dado um alarme falso e os Estados Unidos não tinham disparado qualquer míssil. Graças à cabeça fria de Petrov , milhões de pessoas foram salvas e uma guerra nuclear foi evitada.

 

Petrov não recebeu nenhuma recompensa da defesa soviética pelo seu acto heróico: Envergonhados pelos seus próprios erros e raiva a Petrov por  ter violado o protocolo militar, forçaram-no retirar-se com uma reforma equivalente a 150 Euros por mês.
O acto heróico foi mantido secreto até à publicação, em 1998, de um livro da autoria dos seus colegas militares que testemunharam a sua coragem.
Desde a publicação desse livro, Petrov foi homenageado pelas Nações Unidas e presenteado com um World Citizen Award (prémio cidadão do mundo). Foi também proposto como Nobel da Paz.


"Fui apenas a pessoa certa no momento certo" disse ele no documentário a estrear em breve: The Red Button and the Man Who Saved the World .

 

 



por Pedro Chichorro às 04:16
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Segunda-feira, 28 de Janeiro de 2008
Adeus Optimus - parte 2

Isto não é perseguição a ninguém, é simplesmente admiração minha. A Optimus, que tinha as melhores campanhas de todos os operadores, agora está reduzida a isto:




Paquímetro ou pacómetro

O Chichodúvidas da língua portuguesa explica de uma vez por todas a diferença entre um paquímetro e um pacómetro.

Isto, como o nome indica, é arraçado de paquiderme. É um paquímetro:

 

 

E isto, habituado que está a enganar pacóvios e a vender créditos milagrosos, é um pacómetro:

 

 

Desfeitas que estão as dúvidas, sigamos sem mais delongas.

 

 

 



por Pedro Chichorro às 18:39
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Domingo, 27 de Janeiro de 2008
Como preparar cogumelos selvagens

Uma das coisas que a Internet tem de útil, é a aproximação de culturas que ela permite. Temos acesso a conteúdos produzidos por gente que vive no outro lado do globo e não é raro percebermos que afinal não somos assim tão diferentes uns dos outros (excepto os madeirenses, claro).

Pode ser um primeiro passo para nos aproximarmos como humanidade, mas é claro que alguns pormenores dos nossos 'vizinhos' ainda nos poderão chocar.

Temos por exemplo o seguinte vídeo onde um simpático rapaz nipónico nos mostra como se preparam cogumelos selvagens. Nós, ocidentais evoluídos, não conseguimos deixar de ficar chocados ao verificar que eles cozinham com pauzinhos, quando cá já nem colheres de pau usamos, e reparem como chegam com a boca ao prato enquanto comem:



por Pedro Chichorro às 23:35
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Se eu fosse publicitário

Há profissões muito expostas, em que toda a gente opina, toda a gente é especialista e sabe daquilo a pacotes. Os publicitários são um exemplo, estão a jeito e muitos deles são lixo a céu aberto.

Se eu fosse publicitário haveria coisas que nunca faria, como piadas fáceis sobre a ASAE , comportar-me como um bombeiro de Alijó ou fazer anúncios e slogans tipo Media Markt .

Se eu tivesse o SAPO na minha carteira de clientes, nunca seria um exemplar  amazónico vaidoso e gigolô como o actual, mas sim algo mais agressivo, digno porém temível; encontrado nas matas nacionais ou vizinho de uma cimenteira:



por Pedro Chichorro às 20:24
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Post de Domingo

Dia santo e de reflexão, Domingo é o dia certo para vermos momentos onde a vida e a morte se tocam. O risco é pisado mas não atravessado.

Diria que assistimos ao renascer desta gente:



por Pedro Chichorro às 18:39
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Sexta-feira, 25 de Janeiro de 2008
Telefonema ao INEM

Faz pouco tempo que entrei nas urgências do Hospital de Santo António aqui no Porto e depois de quase 3 horas a ver gente a esticar o pernil ou a barafustar, achei que afinal tenho muita saúde, tirei a pulseira amarela e vim-me embora para casa.

Isto veio do Blog do Nunoe a minha reacção é muito parecida à dele. Mas o que é isto senhores?

Link para o vídeo



por Pedro Chichorro às 18:17
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Golfinhos

Dizem que o sabor da carne deles se assemelha  ao atum mas nunca comeria uma criatura que brinca desta forma. Diria que não comeria uma criatura que brinca, mas as vacas e os porcos devem ter os seus passatempos.




Quinta-feira, 24 de Janeiro de 2008
Relatividade

Uma vez mais, se na Internet os anos se contam multiplicados por 7, então eu ando nisto há 84 e o meu pai tem pouco mais de 7.

Todo o cuidado é pouco, eles estão a crescer e ainda não conhecem os perigos que se escondem por aí:

Heitor diz: o:k. aGORA VOU VER GAJAS, ATÉ LOGO.
۞ Iran Costa diz: ok chau
۞ Iran Costa diz: cuidado com os virus

De repente toda a realidade muda e por isso digo que tudo é relativo. O que  até hoje era uma esferográfica, de repente pode ser um talher:



por Pedro Chichorro às 16:13
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Quarta-feira, 23 de Janeiro de 2008
Excesso de iodo no sangue

Separados por 200 quilómetros. Unidos pelo amor às respectivas terras.

Representando a Póvoa do Varzim, o inconfundível Cido:

 

Mais a Sul, não menos apaixonado mas com mais meios, ele é massagista dos júniores da Naval 1º de Maio, ele domina a pós edição áudio. Ele é o poderoso representante da Figueira da Foz,  Luis Pinto:




Nações Cantadas

Já não é o primeiro nem o segundo Blog que vejo a mostrar quantos países conseguiram nomear em 5 minutos. Eu nem tentei, mas conheço alguém que o faz melhor que ninguém:

 

(vídeo)


Paradoxo do clássico sobre um clássico

Se cada ano da Internet se mede como os dos cães (x7), então este vídeo tem 63 anos e a música I Will Survive que já na altura era um clássico e que vive na dimensão humana, tem 30.

Foi um pensamento idiota, mas isso agora não interessa.

Eu pensava que esta pequena animação de 45 segundos fazia parte do imaginário de todos os internautas, mas num curto teclanço com um anciãointernético (que me mostrava a nova modalidade desportiva das crianças sedentárias) que não conhecia isto, percebi que algo teria que ser feito e essa seria a minha missão.

Senhoras e senhores, O grande clássico Alien Song:

Mais informações sobre o autor, aqui está a FAQ, o Making ofe algum merchandise




Terça-feira, 22 de Janeiro de 2008
Fabrico Próprio

Hoje uma mensagem misteriosa cintilava no meu monitor:

macacoraivoso disse:
porra, vou ter que ir ao Porto comer bolos

Ele já estava offline quando li e prossegui alegremente a minha conquista do mundo.
Passaram horas quando vi no Google Reader os últimos posts do Blog do Macacoe percebi então o que se passava: passou-se Este site


Chichas não poderia passar ao lado deste assunto e foi investigar que bolos haveriam no Porto que o fizessem querer conhecer a província acima de Santarém.

 

O site Fabrico Próprio tem muito poucos exemplares nortenhos, mas desconfio que foram estes croissants que o abalaram:




Segunda-feira, 21 de Janeiro de 2008
Lusitano trambolhão

Quando encontro coisas portuguesas destacadas em sites americanos o mundo pára e o meu coração salta: que figura estaremos nós a fazer aqui? O pior é depois reparar que o protagonista foi colega de escola  e amigo de infância. É quase comovente mas não podia deixar de destacar este momento:

Click to watch video

http://www.machovideo.com/videos.php?article=7876




Pigmentação do além

Era eu muito mais novo quando, num programa religioso na rádio, daqueles com pastor e rebanho ao telefone, ouvi uma senhora chorosa dizer que foi à campa do marido pedir-lhe desculpa por se ter envolvido com outro homem.
Dizia a senhora que precisava de ajuda, que o espírito do defunto a perseguia e acrescentou algo que na altura me pareceu perturbador: «Quando vou obrar, só sai negro! Sai terra da campa do meu marido!»
Na altura eu não sabia, mas agora a experiência diz-me que talvez a senhora devesse dar-lhe menos no vinho tinto.




Domingo, 20 de Janeiro de 2008
Post de Domingo

É Domingo, dia do Senhor.

Em baixo uma imagem da fé inabalável que o Papa tem n'Ele:




Fazer amigos entre os animais

Um dos passatempos intelectuais da humanidade é imaginar o que aconteceria se seres vindos de fora nos encontrassem. Sondas pelo nariz (os mais meigos), meses que seriam minutos, gravidezes bíblicas, enfim...

E se nós (humanos) encontrassemos uma metrópole gigantesca organizada, com sistemas de ventilação, corredores, habitação, creches e despensas? Uma grande estrutura organizada de seres mais pequenos que nós? Psiu... encontrámos e os nossos cientistas de bata branca fizeram o que deviam: encheram tudo de cimento líquido.

Se existir vida além do planeta podemos muito bem ser um formigueiro por cimentar. Mas temos tido sorte:




Sábado, 19 de Janeiro de 2008
Como funciona

Mas... Chichas, agora dás secas gigantes acerca de sotaques? É brídico, peço desculpa.

Aqui vai um vídeo que mostra como na realidade funciona o Gmail:




Um sotaque, dois sotaques, três sotaques pelo ar.

É difícil, talvez a Maria Rueff tenha chegado muito perto, mas um lisboeta imitar o sotaque do Porto é tão mau como quando um brasileiro tenta falar como os portugueses. Aliás, a razão é a mesma, os portugueses não falam todos da mesma forma, os portuenses também não e muito menos os nortenhos em geral.

É tudo muito complexo, tenho um amigo brasileiro que já fala como os brasileiros com um sotaque do Porto. Mas lá está, é amigo e uma pessoa nem liga. Conheço um francês que arranha português e escreve «siempre» em espanhol porque sempre ouviu essa palavra em português do norte. «Sempre» com sotaque prova que este(s) sotaques são influência dos hermanos.

O que acontece então quando um lisboeta tenta imitar o «sotaque do puorto»? Acontece uma real cagada, uma mistura de Gondomar, Braga, Guimarães e até Viseu se não os segurarmos! Mas lá, Leiria é Norte. Tal como os brasileiros que quase falam ucraniano quando nos tentam imitar. Dizem «ane» em vez de «Ana» e nem nós nem ninguém os percebe muito menos acha graça.

Como diria o Sócras, é preciso que os portugueses saibam que só dentro da cidade do Porto o ouvido treinado consegue distinguir pelo menos 3 sotaques.  Primeiro o de quem vive cá mas não é realmente daqui. Este sotaque é mesclado mas tem um fio condutor. Geralmente anazalam o fim das palavras: dizem «Zéan» quando querem chamar o «Zé», por exemplo.
Depois temos dois sotaques absolutamente distintos e geográficamente separados por não mais de 8Km. O da Ribeira/Sé e o da Foz.

O que os distingue é principalmente o uso dos tempos verbais. Não os usam.
Os meninos da Foz usam sempre o presente e dizem sempre «andamos», isto é facilmente observável nos canais nortenhos de televisão e RTPN. Não distinguem o «começamos» do «começámos» e usam sempre a forma presente. Ferramos, caçamos, chateamos, falamos.

Na Ribeira é o oposto, é sempre no passado: Ferrámos, caçámos, chateámos e falámos. De notar também o uso do «oum» em vez de «ão». Sé e Ribeira.
Isto é apenas uma leve aproximação ao tema. Apenas falei no pequeno concelho do Porto. Gaia é um concelho gigante e com muitas povoações, Matosinhos tem influências piscatórias de destaque e Gondomar... Ah «Gondomarrrrr» (ler o R como os ingleses).
Mas nada bate a força e até a rudeza de Braga, Trofa ou Guimarães, mas seria fugir demais embora em Lisboa pareça tudo igual. Talvez porque a grande maioria dos nortenhos que vão para lá sofram de síndrome de Fernando Alvim e, no fundo do típico português: têm vergonha do que são e já nem conhecem a mãe. (os portugueses, o Fernando só tem pavôr de ter sotaque).
Eu que nasci no Porto e moro aqui desde os 18 só consigo dizer «Pláno Bêa» em vez de Plano B e isto diverte algumas pessoas. Também gosto de dizer «inhántes» como em «O Café Santiago fica inhántes de chegar ao Coliseu» (isto se vier dos Poveiros). Para mim chega-me e não quero abusar da sorte.









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