Sábado, 6 de Dezembro de 2008
Uma nova Maddie

 Tenho estado muito caladinho, eu sei. Mas não tenho feito asneiras, hihih.

Lembram-se se eu dizer no dia 31 de Outubro que ia ser contratado pela empresa multinacional que controla o clima do planeta? E que nesse dia ia nevar?

A empresa para onde agora trabalho é multinacional mas ainda não controla o clima.  No dia em que fui apontado para ingressar nas fileiras nevou muito do Mondego para cima tal como brinquei no texto, numa altura em que até estava calor para a época.

Nem sei se fui eu que o escrevi, nem o título faz sentido ali. Apenas aquele futuro... e só depois de o termos passado.

Podia, na altura, vir para aqui aos berros mostrar-vos que prevejo os acontecimentos e começar uma carreira de sucesso na adivinhação e em programas de TV. Mas não faria sentido porque seria demasiado cedo para saberem que iam, realmente, haver nevões assassinos. Agora já sabem que os houve e só não mataram ninguém porque o autocarro cheio de professores tinha a solfage ligada. O que dá uma dor de cabeça terrível e seca o interior das narinas.

Quanto aos meus poderes premonitórios, os portugueses têm que valorizar, hoje em dia, determinados princípios.  Defendo que não vivemos para trabalhar e muito menos para adivinhar. Vivemos para sermos todos iguais e breves. Como os jornais gratuitos da manhã.
Se o criador nos deu o presente e só o presente, devemos usufruí-lo e não questioná-lo.

Querem um eco do que vai tocar adiante no disco da existência?  Mantenham-se aqui perto do Chichas. A previsão de neve foi para vos mostrar, caros seguidores clicadores de publicidade ali à esquerda, que até as situações mais improváveis não passam ao lado desta espécie de holofote prisional que é a minha capacidade premonitória.

Reparem: o assassinato do Obama já está a ser apalavrado por muita gente, mas no fim talvez o indivíduo seja simplesmente manipulado em vez de anulado. A morte de Martin Luther King foi surpresa, Kennedy foi surpresa, o breve tempo de Diana foi surpresa.
Para imaginarmos o futuro temos que ser audazes imitando o passado. Batendo na mesa de madeira atrevo-me a imaginar a Suri Cruise como candidata a bebé Lindberg do século XXI. 
Porque não? Faria correr dinheiro, logo é viável.
 



 



por Pedro Chichorro às 07:02
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