Eis que em Portugal tudo mudou de um dia para o outro. No autocarro, uma vendedora de peixe entrou, atrapalhou-se e tropeçou. O motorista gritou "ai foda-se!" e ela respondeu: "com isto vendi mais dez mil carapaus".
Ali perto, o Dr. Fernandes, médico dentista, ao subir as escadas à pressa torceu o tornozelo. A senhora da limpeza que assistiu disse "ai foda-se!" e com aquilo ele tratou mais dez mil cáries.
Numa visita a uma fábrica de calçado, o Primeiro Ministro, num momento de patetice, bateu com a cabeça na parede. O administrador da fábrica deixou escapar um "ai foda-se!" e o político, sorridente respondeu: "com isto criei mais dez mil postos de trabalho!".
Existem milhares de relatos por todo o país de situações semelhantes. No tempo do Cavaco ajudou-nos a todos, no tempo de Sócrates voltou a fazer magia. Obrigado Abrunhosa por nos mostrares a luz.
PS: Se o governo cair já sabem todos o que dizer.
A cultura está a voltar às mãos do povo de uma forma que não acontecia há muitas décadas. Antigamente era o povo que criava e consumia a sua própria cultura, os seus rituais, as suas danças e o seu folclore. Durante estes anos tudo isso foi passado para as mãos de empresas especializadas e o povo passou a ser apenas consumidor e não criador. Passou a consumir produtos culturais artificiais, alguns deles provenientes de outros povos, mas na sua maioria por especialistas em produtos culturais.
Com a internet estamos a verificar que a força criativa das pessoas não está morta, apesar do que nos tentam convencer. Agora existem ferramentas de criação e distribuição baratas, tal como acontecia antigamente. A matéria prima? É aquilo que temos em comum e que, agora, nos define como povo planetário: as criações feitas pela indústria da cultura e que todos conhecemos.
Este vídeo, não sendo brilhante, mostra isso de forma curiosa:
Analisando nosso sistema, detectamos que seu Telefone e Celular foram usados de forma
incorrectas para prática de um crime na internet.
Estamos entrando em contacto para que possamos resolver o problema o mais rápido
possivel.
Acesse o site da Portugal Telecom e clique na opção Crimes na Internet.
Será que enganam alguém com isto?
Voz dentro da cabeça:
- Olha, boa noite, aqui tá falando a Jessica
- Boa noite, Jessica, em que posso ajudar?
- Olha, comprei esse negócio da internet e não sei como isso funciona.
- Já inseriu a pen no computador?
- É para inserir a pen, né? Vou inserir então. (pausa) Ué apareceu aqui uma coisa... Wonds detec... detectou... bah, tem um negócio aparecendo aqui!
- É a instalação, é normal, deixe correr e avise se acontecer algum erro.
- Ah, tá! Boa noite, obrigado viu?
- Jessica, não quer que eu aguarde para ver se correu bem?
- Tá, obrigado.
(seguem-se uns oks e seguintes)
- Agora bastará fazer a ligação.
- Tá acontecendo nada, eu aperto e não dá nada.
- O programa não abre? Vamos reinicar o computador.
- Tá ok, obrigado viu? Bom trabalho e boa noite!
- Espere Jessica, vamos ver se reinicando o Windows o programa já responde.
- Ah, tá, obrigado.
(computador reinicia)
- Então, Jessica o que lhe aparece?
- Ah, agora tá aparecendo uma coisa aqui... apareceu um homem, ah, desapareceu. E agora?
- Clique no inconzinho junto ao relógio do Windows.
- Ah, ta, tem aí ligar, abrir...
- Escolha ligar
- Tá dizendo que o carrrrt... o cartão simi não foi déte.... tedect.. detectado
- A Jessica inseriu bem o cartão na pen?
- Cartão? não inseri nada, minha mãe arrumou isso pelos pontos.
- Veja na caixa se tem algum cartão vermelho por favor, é esse que deve inserir na pen.
- Ahahah tem cartão sim! mas isso nunca vai caber aqui dentro! Ahahaah!
- Jessica, esse cartão tem um mais pequeno destacável, como os cartões dos telemóveis. É esse que deve inserir.
- Ah, tem mesmo! Tá, boa noite, obrigado, viu?
- A Jessica não quer que eu aguarde para ver se correu tudo bem?
- Ah, tá, Vou inserir o cartão intão.
(uns minutos tentando explicar e perceber onde deve inserir o cartão)
- ... e é aí nessa gavetinha, basta puxar e inserir o cartão.
- Ué, a gavetinha agora não entra!
- Não entra?
- Não, eu botei o cartão e agora a gaveta não cabe lá dentro,
- Jessica, o cartão encaixa na gaveta e entra juntamente com ela na pen.
- Ah, mas agora o cartão não quer sair lá de dentro.
- Bem.. se não conseguir tirar o cartão, talvez seja melhor recorrer a uma loj...
- Saiu! Ahahaahah! Nossa, desculpa, tá? Vou botar na gavetinha intão....... entrou, insiro a peni?
- Sim Jessica, agora insira a pen e já deverá funcionar.
- Ah, que otimo, obrigado viu? Boa noite!
- Espere Jessica, já agora vamos confirmar que funciona.
- Ah, claro. Ah deu erro de novo, O simi não foi detec...dectec....
- Inseriu bem o cartão?
- Ah, nem sei, ele ficou meio torto.
(minutos a inserir e tirar e reinserir cartão em diversas posições até que...)
- Ah! tá pedindo o PIN,
- Optimo Jessica! (alegria sincera, sorrisos de câmara lenta e bandeira gigante dizendo Jessica na mão) Acho que agora já vai fazer a ligação.
- treis.....sete.....treis.....dois..... tá ligando..... Tá ligado! Obrigada tá? Boa noite!
- Jessica, sabe o que fazer agora então, obrigado e boa noite.
- Espera, que faço com isso agora? Cadê a internet?
O convite de casamento mais FIXE de sempre:
Facebooks, mexam esses rabos e cliquem em "ver post original"
Sabemos que vamos ter um loooongo dia quando esta música não nos sai da cabeça.
É a verdadeira tortura.
E pronto vou ficar a olhar para o Facebook, isto de blogs é muito década passada.
Anda a chover desde Outubro e um gajo fica louco com frio e deprimido a dizer mal do Sócras e do mundo.
De repente o dia desperta bonito e agradável e só percebo que está frio porque os carros e a relva estão brancos e ásperos:
Assim gosto. Não vou trabalhar com as calças molhadas, não icomoda nada porque este frio não se sente dentro da roupa.
Porto, deixa de ser chuvoso. Venha o frio.
Isto é bom demais para um post efémero no Facebook. Embora também lá vá cair, este post merece lugar no blog porque é um dos episódios geniais do Ren & Stimpy, a série de animação dos anos noventa que a SIC passava aos domingos de manhã sem que os pais soubessem o que os filhos estavam a ver. A insónia do Ren. Aqui a parte 1 e aqui a parte 2.
Já agora, a dobragem e adaptação para português estava muitíssimo boa e gostava de voltar a ver essa versão. Alguém sabe como?
O Dom Pito mudou de mãos. As diferenças não são muitas mas notam-se, os preços subiram e a variedade de produtos também. O resto são pormenores.
Esta noite, no meio das ruas cheias da baixa do Porto, fumava eu um cigarro gelado quando uma menina mo rouba dos dedos e logo a seguir me estende o seu próprio maço.
- SG Filtro? - respondi - Isto são pequenas bombas!
Responde a chavala:
- Adoro pequenas bombas.
Vi um vídeo que me surpreendeu. Alguém começou a fazer fraca figura a dançar num local público e dançou sozinho durante todo o vídeo sem que as pessoas começassem tipo zombie a dançar a mesma merda.
É tão indigno uma cor se chamar cor-de-laranja ou cor-de-rosa. Não podiam ter um nome próprio em vez de dizerem que têm a mesma cor que outra coisa? Isto aplicado às pessoas ficaria algo como cara-de-pacheco-pereira. Com a familiaridade há quem lhes chame simplesmente laranja ou rosa, o que piora a situação caso pareçamos realmente o Pacheco Pereira. E há quem pareça.
O cor-de-laranja devia fazer como os brasileiros e misturar o nome dos progenitores. Não confundir com manter o mesmo nome e acrescentar um Júnior, como fez o Azul-bebé. Falo em misturar mesmo os nomes mas neste caso em vez de Marineide ficaria Amarelho ou Vermelo.
Xobitor diz:
*mas é incrivel
*a agencia da Popota criou videos pro utube, quizzes pro facebook, grupos e bonecos pro msn
*e as pessoas usam e acham graça
*grande golpe mesmo
ℓ diz:
*sim desse ponto de vista
۞ Xobitor diz:
*é o unico ponto de vista
ℓ diz:
*eu pus o video da popota na pagina de jogos dos putos
*lol
۞ Xobitor diz:
*incrivel
ℓ diz:
*eu gosto da popota
*lol
۞ Xobitor diz:
*és mto labrego
ℓ diz:
*lol
*estupido
*insensivel
Descobri um dos blogs que mais prazer me dá ler, ando a devorar os posts antigos. Curiosamente só o conheci agora visto o autor ser meu amigo desde que deixou de mijar para cima de formigas e começou, também ele, a fumar.
O Pedro tem o quiosque mais famoso do país e só eu não sabia. Ele escreve (nada desde Julho) de forma excelente e crítica o estado da imprensa e da sociedade sem deixar de contar episódios hilariantes passados dentro e fora daqueles seis metros quadrados.
Só um excerto por entre centenas que podia ter escolhido:
Eu vendo 30 pratos rasos (ou de sopa, ou de sobremesa) a 1,25€ a peça e ainda ofereço um jornal. Jornais jornais… devo vender uns 10. Segundo, quando um cliente me formula o desejo “quero o jornal do prato, e o respectivo, por favor”, isto diz bem do uso que a pessoa vai dar ao jornal. E ao prato.
Eu só consigo descortinar duas estratégias para o “brindório” em que se transformou a venda de jornais. Uma: o cliente, atraído pelo brinde, acaba por ler o jornal. Gosta e continua a comprar, mesmo que não traga brinde. Estratégia aceitável, com resultados duvidosos. Outra: estimular o número de vendas em banca (não é por aqui que os jornais ganham dinheiro), permitindo apresentar trimestralmente números mais simpáticos, com consequências junto de quem lhes paga a publicidade (é por aqui). Estratégia duvidosa, com resultados aceitáveis. Com alguma dificuldade, ainda consigo ver uma outra estratégia: o pessoal dos jornais é tudo malta porreira, e gosta de oferecer brindes como forma de agradecer ao leitor o facto de ter comprado o seu jornal. Estratégia duvidosa, com resultados duvidosos.
Ninguém me tira da cabeça. Os jornais, hoje em dia, estão-se a vender pelas razões erradas. Espero bem que todos já tenham percebido isto.
Facebook killed the blog stars, mas de vez em quando ainda cá dou um salto. Tomai um vídeo giro:
Quem vir isto no feed do Facebook clique no "ver post original".
Despeço-me com amizade, pingo dôci venha cá.
Colei num site que encontrei já nem sei onde. É uma lista de mil pequenas coisas ou situações que nos fazem sentir bem. Pequenos enormes prazeres, alguns deles são grandes surpresas porque já nos aconteceram e foi realmente grandioso. Como deixar cair um copo na cozinha e no último momento conseguir enfiar um pé por baixo e não se partir ou o simples cheiro de lápis de cera. Um site fantástico, digo-vos eu. Mais um para o meu Google Reader.

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